segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Divagações

Bem, mais uma segunda-feira de trabalho está por ai. Tenho que ter paciência, perseverança e fé para continuar mantendo toda normalmente, e não chutar o balde de vez :)Tem as contas pra pagar e o dinheiro para juntar. 
Meu trabalho não é ruim. Trabalho num ambiente e localidade privilegiados, mas o que eu faço não me satisfaz e nem sinto que poderei ir muito longe ali, já que sei que não tenho o que é preciso para  fazer uma grande carreira na instituição. Não que algo me desabone, pelo contrário, creio ser uma boa funcionária, mas tem coisas no trabalho que eu não tenho a aptidão e nem a cara-de-pau para fazer, além de não gostar, e isso acaba por me chatear mais do que deveria. Mas vou parar por aqui, pq neste memento não posso dar mais detalhes sobre meu emprego até nossa viagem estar bem próxima.
Bem, mas a vida é assim mesmo, e às vezes a gente lembra dela pra levar e tem que se calar com a boca cheia de feijão, como diria o grande Chico Buarque.
Tenho idéias malucas com relação a um futuro trabalho no Canadá, penso em mudar radicalmente. Estou fazendo umas pesquisas de postes interessantes em que minha formação caiba e tenho a intenção de fazer uns cursos em outra área que adoro e quem sabe, futuramente, arriscar ai.
Mon mari me deu um livro interessante. Inicialmente, fiquei até meio temerosa de lê-lo e poder me deparar com uma realidade bem diferente sobre o tal curso que citei, mas, pelo contrário, fiquei ainda mais apaixonada e animada pela idéia. Quem sabe....

sábado, 20 de novembro de 2010

Travail...

É muito difícil continuar a fazer algo para o qual vc sabe q não nasceu e que não tem habilidade qdo se está, provavelmente, a menos de 1 ano de ir embora. Esse negócio de trabalho é muito bizarro... As vezes penso que se no meu país já é complicado um emprego que realmente nos dê satisfação e a impressão de sermos úteis, imagine em outro país!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Entrevista pte 2

Depois de tudo explicadinho, ele partiu para os questionamentos sobre qual era nossa a cidade que pretendíamos morar, pq, o que pretendíamos fazer lá, etc, etc...Isso pegou pra mim, pq minha formação é regulamentada lá e é meio confuso e difícil conseguir exercê-la no Canadá. 
E perguntou se eu era inscrita no meu órgão de classe aqui e pediu a mina carteirinha!!! (Isso realmente foi inesperado, mas eu ando sempre com ela e entreguei a ele). Eu tentei explicar o que pretendia fazer quanto a isso e, em seguida ele perguntou pro Oscar se ele havia feito uma pesquisa sobre empregos, o que foi respondido com um intenso oui!  Então, o entrevistador pediu o levantamento que ele havia feito (ainda bem que estava tudo impresso!), deu uma olhada nos diversas folhas e no currículo, que na madrugada anterior Oscar passou para francês, do jeito que pôde. Daí perguntou se ele falava inglês e conversaram um tempo nesse idioma.
Depois ele retornou pra mim insistindo na pergunta do q eu faria profissionalmente, assim que chegasse ao Québec, dai respondi com a maior cara lavada: Quelque chose, jusque'a je parler français meilleur. (Isso deve estar totalmente errado)
Assim, ele quis saber se eu tb havia pesquisado possibilidades de emprego nas minhas áreas. Graças a Deus, enquanto meu marido tentava passar o currículo dele pra francês, eu fiquei na net pesquisando exatamente isso e até imprimi umas 3 vagas mais interessantes e não exigiam cursos que eu não havia feito, pq M. Leblanc também quis ver minha pesquisa e deu uma sugestão de trabalho, dai eu respondi que eu tinha encontrado um vaga naquele poste e que estava entre as que imprimi e lhe mostrei.
Dali a pouco a impressora começou a funcionar ele já foi entregando uns papéis para lermos, outros para juntarmos ao pedido de visto (2 vias) e um outro com códigos para postarmos nosso currículos e buscarmos empregos, a partir de dezembro. Tb entregou-nos o mítico guide: Apprendre le Québec.
Levantou-se e foi conosco até a porta da sala desculpando-se pelo atraso e falando comigo sobre a quase impossibilidade de que eu consiga exercer uma de minhas profissões lá por ela exiger várias permissões as quais são difíceis de obter. Nessa altura do campeonato ele já estava mais relaxado e derretendo de calor.
M. Leblanc mostrou-se profissional e receptivo, durante toda a entrevista. Ouviu atentamente nossas explicações e até elogiou o francês de mon mari.
Só cai na real depois de adentrar o elevador, daí minha vontade foi a de chorar, não pq havíamos conseguido, mas por ter passado, pq estávamos super estressados e tensos com a entrevista e pelo fato de termos que dar nossos pulos nos nossas locais de trabalho, para conseguir fazê-la.