Que coisa mais difícil colocar as vida nos trilhos novamente quando se conhece o Canadá, e há processo de imigração em andamento!
A vida ainda tá suspensa, mais do que o normal dentro do processo todo de visto. Acho que a gente não quer mais nada, quer é que os dias passem logo, os meses voem e o nosso "combo" chegue:) Ainda mais quando se liga a tv e aparece o noticiário...
Até pegar o metrô fica difícil, as pessoas não sabem falar, não sabem se portar, não têm educação, não tem respeito, não têm noção; isso piora na rua ou no trem. É triste! A origem disso é tão longínqua e parece perpétua, parece sem importância, porque, aqui, a ignorância é uma bênção. Benção pra se eleger sempre os mesmos canalhas, corruptos e imorais, pra se conformar com todos os problemas políticos e sociais, pra aceitar receber salário mínimo de fome, pra aceitar ser humilhado, pra pagar num carro o dobro (ou mais) do que custa no 1º mundo, pra conviver com os flanelinhas e os meninos no farol, pra levar horas pra chegar ao trabalho, pra ficar meses sem trabalho, pra dar mais importância para a aparência do que para a sabedoria ou inteligência, pra aceitar tudo assim.
Ontem, uma amiga esteve em casa e ela chegou há poucos meses da Inglaterra, morou em Londres 3 anos. Ela contou que lá costumava frequentar um mercado que o caixa era auto atendimento, que ela comprava muffin e precisava digitar o final do código de barras pra registrar o preço, relatou que tinha o muffin de chocolate e o com pedaços de chocolate, que pegava o com pedaços, que era mais caro, mas colocava o código do de chocolate na hora de pagar, pq esse era mais barato. Morri de vergonha e dei uma bronca nela. Brasileiro no exterior agindo como 3º mundo e ferrando com a nossa reputação. Espero ter noção e contribuir para a perpetuação na crença de que o outro agirá como eu gostaria que agissem comigo e efetive isso. Se estou imigrando é porque encontrarei pessoas que agem com respeito ao outro e se colocando no lugar do outro. Duvido que minha amiga gostaria de ser a dona daquele mercado em que comprava o muffin, e saber que consumidores agiam como ela.
Bem, é isso.