terça-feira, 15 de novembro de 2011

Mulher robô

Às vezes é muito difícil ser mulher nesse mundo moderno e louco. 
De vez em quando me pego pensando que seria melhor continuarmos a ser donas de casa, do que partirmos pra busca de direitos iguais e pelo nosso espaço no mundo do trabalho, pq não substituímos funções nem no desoneramos de algumas, mas apenas acumulamos mais uma. Não que eu seja uma anti feminista ou que desejasse que as mulheres permanecessem submissas e ignorantes, vistas como nada, algo apenas para gerar herdeiros e paras usufruto masculino, de forma alguma! Por isso mesmo minha revolta, porque permanecemos responsáveis pela grande maioria dos serviços domésticos, pela criação dos filhos (grande parte da responsabilidade que acompanha uma criança), por nos mantermos bonitas, malhadas e gostosas, por nos realizarmos profissionalmente, por sermos contorcionistas na cama para que eles não encontrem a desculpa de que foram buscar fora o que não encontraram em casa, por sermos um verdadeiro ROBÔ!
Acho maravilhoso termos nossa liberdade, algumas encontrarem a verdadeira independência financeira, estarmos imersas nos mais diversos setores da sociedade, por votarmos, por podermos ser eleitas - pelo menos no mundo ocidental -, mas a custo de quê???
Os homens, e falo aqui na maioria, levantam à noite para socorrerem o choro agudo dos bebês; se sentem responsáveis pelos filhos indesejados, mas produzidos também por eles; cozinham; limpam a casa; lavam o banheiro; esperam as esposas com o jantar na mesa quando chegam antes que elas do trabalho ou intercalam com elas essa função; perdem a oportunidade de engravidar por causa da idade e da busca pela perfeição em outras tantas áreas???
O peso sobre as costas femininas as deixam corcundas e inválidas. Invalidas para acompanharem o desenvolvimento do filho; para educarem; para lhes servirem de exemplo; para lhes deixarem lembranças na alma, do cheiro de suas comidas, das suas mãos num afago gostoso e carinhoso, de uma repreenda por um palavrão; para exigirem isso de seus pares; para imporem limites e exigirem o respeito desvinculado da culpa por sua ausência; para serem realmente felizes; para  aproveitarem a vida; para viverem.
A questão não é a igualdade ou a liberdade feminina, mas a de justiça e de equilíbrio entre direitos, deveres e funções na família e na sociedade, a qual, infelizmente, não existe!


domingo, 13 de novembro de 2011

Aniversários

Nesta semana, fizemos aniversário de 1 ano da entrevista para o CSQ e tb foi meu aniversário:)
Como meu aniversário foi no meio de semana não seria possível nos reunirmos com os nossos amigos, assim, eu e meu marido saímos para jantar e ficarmos de marcar algo com a galera, o que acabamos planejamos para sábado.
Fiquei extremamente feliz, ontem! Praticamente todas as pessoas convidadas, e que estavam em SP, compareceram:) 
Inicialmente, não sabíamos bem o que faríamos. Pensamos em marcar em algum lugar na Vila Madalena para almoçarmos e nos reunirmos; depois, cogitamos alugar o salão de festas do prédio, mas já estava muito encima da hora, teríamos que pagar e nem era tanta gente assim; por fim, resolvemos fazer uma reorganização dos móveis da nossa sala, que é bem grande, e receberemos os amigos no apto mesmo. Encomendamos tudo, arrumamos os móveis da sala, pegamos todos os bancos, cadeiras e sofás que tínhamos e espalhamos, colocamos a mesa de centro como um suporte para parte da comida, dos copos e bebidas dos convidados, e aguardamos.
A partir das 16:30h, os amigos foram chegando e se ajeitando na roda de assentos que fizemos, porque assim, todos poderiam se ver e interagir.
Acho que em nenhum aniversário meu, desde que vim para SP, consegui juntar amigos de grupos diferentes duma só vez: irmã, sobrinha (do lado do meu marido), amigos de quando ainda lecionava, amigos feitos por intermédio do meu marido (por trabalharem com ele), amigos conquistados na vida simplesmente, amigos amados e queridos. 
Ainda hj acordei meio extasiada de felicidade por terem vindo, todos terem conversado e compartilhado, para alguns ainda desconhecido, de meu último aniversário antes de imigrarmos. Praticamente uma despedida silenciosa.
Gostaríamos de ter recebido mais pessoas, mas foi de supetão, tudo pensado na quinta à noite e na sexta. Foi difícil conseguir falar com todos de modo que não esquecêssemos ninguém, e que eles pudessem se planejar para estarem na cidade, ainda mais num final de semana de feriadão...Desculpe se alguém se julgar nesse grupo.
Nos sentimos queridos, prestigiados e abençoados por termos essas pessoas em nossas existência e por elas nos deleitarem seus corações e nos receberem em suas vidas. Sentirei uma saudade imensa!
Com o coração apertado, mas feliz, termino e agradeço a vocês amigos, muitos ainda desconhecidos, porém compartilhadores de anseios, dúvidas, sonhos e receios. A todos, boas-vindas!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Incógnitas

Aqui em casa estamos passando por uma fase repleta de interrogações. 
A proprietária do apto que moramos demonstrou interesse me vendê-lo, mas não podemos/queremos comprar, já que imigraremos e expusemos isso a ela. O problema é que depois ela acertou de mantê-lo até imigramos, mas, um pouco antes de viajarmos para o Canadá ela ligou apresentando novamente a intenção de vender. Até agora não tivemos mais notícias sobre isso e nem ninguém veio vê-lo. Tememos mudarmos por causa da burocracia envolvida numa locação e a multa a que estaremos sujeitos, pois devemos ir embora bem antes de completarmos um ano no imóvel. 
Meu marido saiu do trabalho logo antes de viajarmos, estava de saco cheio de tudo lá, descontente e querendo procurar algo mais similar ao que realmente pleiteiam no Canadá, na área de TI, pois estava num cargo de gerência de projetos, que acabava sendo mais administrativo do que técnico...Assim, ao retornarmos, lá foi ele arrumar o currículo, fazer uns contatos, se inscrever num site para buscar emprego e esperar. Semana passada ele, efetivamente, começou a enviar seu currículo para algumas vagas e hoje teve o primeiro retorno para entrevistas.
Espero não termos que mudar de apto, espero que meu marido arrume logo um emprego, que meu passaporte chegue (pq tirei o visto americano), que venha uma resposta do Consulado canadense pedindo nossos exames. Nossa vida tem sido esperar...
Quanto antes imigrarmos melhor!!! Na verdade as incertezas que andam rondando nossa vida são tantas que eu já tô ficando maluca! E passar por tudo isso e depois imigrar e recomeçar tudo novamente será muito desgastante.  Realmente, queríamos estar procurando emprego e imóvel em Québec! É duro e desmotivante fazer tudo isso agora, depois de 10 meses de processo federal e saber que por poucos meses (espero!!!) não estamos fazendo lá. Já que é pra sofrer, ficar nessa angústia e espera que, ao menos, fosse duma só vez, no Canadá.
Desde que retornamos tb não voltamos pro francês. Eu estou  fazendo o Fel, mas estou tão desmotivada que levo dez mil anos pra fazer as atividades antes do encontro com a minha tutora. E odeio estar assim pq sei que preciso aproveitar enquanto ainda estou por aqui pra melhorar e estudar o francês e dai fico me culpando e já me arrependendo disso, sem conseguir tomar uma atitude. Eu quero um chip no cérebro com o qual eu consiga falar francês e inglês:)
E assim vamos levando nossos dias...
Au revoir!